Ministério Público investiga a qualidade de água em Parnaíba



Vídeo mostra líquido escuro saindo da torneira e MP investiga qualidade da água em Parnaíba. Segundo o promotor de Justiça, exames laboratoriais atestaram a turbidez, alto teor de cloro e bactérias em água.
Um vídeo feito por morador do bairro João XXIII, em Parnaíba, mostra um líquido escuro saindo da torneira. Diante da situação, o Ministério Público abriu inquérito civil para investigar a qualidade da água fornecida a população.
Outra demonstração simples da má qualidade da água que chega as torneiras vem da caixa d'água do bairro São José. Outro morador acumulou água em um recipiente com tampa e ao abrir pode perceber a sujeira no fundo.
Para o promotor de Justiça Cristiano Peixoto, já foram apresentados três resultados laboratoriais de testes da água. Dois deles feitos pelo Laboratório Central de Saúde do Piauí e pela Prefeitura Parnaíba atestaram a turbidez e o alto teor de cloro.
"Além dessa turbidez da água foi apresentado algumas bactérias, também irregularidades pelo nível do cloro. Produtos químicos colocados na água para fazer a limpeza", declarou o promotor.
O engenheiro químico do Lacen, Antônio Vieira, explicou que uma vistoria foi feita nas quatro estações de tratamento e se comprovou a existência dos laudos, por questão operacionais.
Já a Agespisa apresentou resultado contrário e o Ministério Público deu um prazo de 30 dias para que a empresa junto com o Lacen e Zootecnia fossem aos mesmos locais para coletar novas amostras e assim ter um resultado conclusivo.
A Agespisa alegou que não pode limpar totalmente a água, porque ocasionar um excesso de produtos químicos prejudiciais a saúde. "Está chegando para nós um polimero, que vai ajudar bastante no tratamento da água. Estamos em fases de testes e espero que a gente consiga minimizar", explicou o coordenador de controle da Agespisa, Marco Aurélio dos Santos.
“A dona de casa Amparo Oliveira falou da dificuldade para conseguir água.” A água chega 21h, quando é 5h quando a gente levanta não tem mais. A gente passa a noite acordada para encher as bacias", contou.
Apesar da situação, o talão chega mensalmente no valor de R$ 40 a R$ 50. A moradora Maria Cinária do Nascimento revelou que as crianças às vezes ficam sem tomar banho, porque não tem água.
"Ontem a água chegou tão tarde, que eu não tive tempo de lavar as louças. É um sacrifício, o jeito é esperar ela chegar", disse.
Nota
Sobre o vídeo, a Agespisa informou que isso é comum quando há uma suspensão no fornecimento É o que eles chamam de 'arrasto', quando todas as impurezas decantadas são colocadas pra fora de uma vez só. Já com relação a falta de água no bairro João XXIII, a empresa informou que a rede de abastecimento está sobrecarregada, o que deve ser o motivo do problema.
Fonte: Kairo Amaral/Bom Dia Piauí
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