
Processo foi aberto pelo Senado por 55 votos favoráveis e 22 contrários
Em seu primeiro pronunciamento oficial após ser intimada da decisão do Senado sobre a abertura do processo de impeachment nesta quinta-feira (12), a presidente Dilma Rousseff afirmou que "cometeu erros, mas não cometeu crimes".
"Não existe injustiça mais devastadora do que condenar um inocente. Esta farsa jurídica da qual estou sendo alvo, é que nunca aceitei chantagem de qualquer natureza. Posso ter cometido erros, mas não cometi crimes. Estou sendo julgada por ter feito justamente tudo que a lei me autorizava fazer", disse.
Vestindo branco, Dilma lembrou de sua luta contra ditadura militar (1964-85) e do câncer contra qual lutou, em 2009, como ministra-chefe da Casa Civil.
"O destino sempre me reservou muitos desafios. Muitos e grandes desafios. Alguns pareceram a mim intransponíveis, mas eu consegui vencê-los. Eu já venci a dor indizível da tortura, a dor da doença. Agora, a dor inominável da injustiça. O que mais dói neste momento é a injustiça. É perceber que sou alvo de uma farsa politica e jurídica. Mas não esmoreço. Olho para trás e vejo tudo que fizemos. Olho para frente e vejo tudo que precisamos fazer."
Por volta das 9h40, Dilma deixou o Palácio da Alvorada (residência oficial da presidência) a caminho do Palácio do Planalto, onde chegou às 9h49. No local, recebeu das mãos do senador Vicentinho Alves (PR-TO) a intimação referente ao processo e, em seguida, falou à imprensa.
"Eu fui eleita presidenta por 54 milhões de cidadãs e de cidadãos brasileiros. E é nesta condição, na condição de presidenta eleita pelos 54 milhões neste momento --em que me dirijo a vocês-- decisivo para a democracia brasileira e para nosso futuro como nação", discursou.
Em seu primeiro pronunciamento após o afastamento, falou para "esclarecer os fatos e denunciar os riscos para o país de um impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe".
Fonte: Com informações do UOL