terça-feira, 21 de agosto de 2018

Sem estrutura, novos soldados da PM não tem arma e munição para trabalhar



Recém-ingressos nos quadros da Polícia Militar do Piauí, os novos 324 soldados já assumiram o cargo tendo que enfrentar uma série de dificuldades, a começar pela nomeação, que foi cercada de mistérios e incertezas. Mesmo diante da imensa necessidade e desfalque na segurança pública da região, o governador Wellington Dias (PT), somente efetivou os novos policiais aprovados e formados depois de determinação judicial. Uma vez lotados, os guardiões da sociedade caíram em campo literalmente “desarmados”. Em Parnaíba, no litoral do Piauí, os 48 novos militares listados no 2° Batalhão de Polícia Militar do Piauí “Major Osmar” (2°BPM), também enfrentam as mesmas barreiras vividas pelos colegas espalhados nas demais cidades do Estado.
“Para começar, a partir do momento que nos apresentamos nos Batalhões, ficou a impressão de que as corporações não sabiam que iríamos trabalhar e não se organizaram, tanto é que íamos todos os dias pela manhã e ficávamos aguardando a escala de serviço para sabermos para onde iríamos. Ao chegarmos para o campo, nos deparamos com viaturas sucateadas, falta de combustível nas viaturas para fazer as rondas como deveria ser feito, não há armas para todos os policiais e nem coletes a prova de bala. Os coletes que existem, vencem agora em agosto”, denunciou um policial que pediu para não ser identificado.

Ele conta que devido o número insuficiente de armamento, a cada início de plantão é preciso passar primeiramente no Batalhão para pegar a arma e, no final da escala, os soldados precisam retornar para devolvê-la, gerando desperdício de tempo e os deixando desprotegidos fora do horário de trabalho.
“As pessoas sabem que somos policiais e, se por ventura, em um momento de folga nos deparamos com algum infrator que enfrentamos na rua, nos pegarão totalmente desarmados, ou seja, corremos risco de vida”, desabafou.
Outro problema é quanto a falta de papel moeda para a expedição das carteiras funcionais que identificam o profissional como policial. “Desta forma, ao pegar um transporte alternativo, não temos nem direito ao passe livre, precisamos pagar do nosso próprio bolso. No geral estamos enfrentando muitas dificuldades para trabalharmos em uma profissão tão essencial que é a de policial e esperamos que essas questões se resolvam”, completou. 
Por Luzia Paula
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