
Foto: CRM/PI
O resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), com várias faculdades de medicina no País com notas baixas, assustou a população e os profissionais de saúde. O presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina), do Piauí, João Moura Fé, defendeu punição e afirmou que expansão desordenada de cursos de medicina gera avaliação ruim.
“Essa expansão sem critério, desordenada, desproposital gera uma avaliação ruim, pois criam cursos sem estrutura nenhuma, sem planejamento e sem olhar a necessidade do País”, disse o presidente do CRM.
Essa semana saiu o resultado do Enamed, exame que avalia a qualidade dos cursos de medicina, que apontou que quase 14 mil médicos formados em 2025 saíram de faculdades com notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias. Na lista, uma faculdade do Piauí – a Afya Faculdade – de Parnaíba estava entre os mais de 100 cursos do país com nota ruim.
Em nota, a Afya disse que questionou os dados ao INEP, que reavalia os resultados. (veja nota abaixo) Casos clínicos e decisões práticas: o que o Enamed cobra da formação médica?
Curso de Medicina da UFPI de Picos recebe nota 4 na avaliação do Enamed
O presidente do CRM destacou que somente uma faculdade no Piauí apresentou nota baixa e as universidades públicas tiveram boas avaliações.
“De modo geral, os cursos de medicina do Piauí estão bem, só a Afya (Parnaíba) teve nota baixa. As outras universidades como Ufpi e Uespi tiveram novas boas”, disse.
Moura Fé ressaltou que as provas do exame muitos alunos não se interessam, não se esforçam, porque eles não vão ganhar nada.
"É uma prova que avalia a qualidade do ensino das faculdades de medicina e os alunos fazem a prova rapidamente e isso impacta também no resultado”, disse o presidente.
Nota à imprensa:
A Afya acompanha com responsabilidade e transparência os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) divulgados na segunda-feira, 19 de janeiro, pelo Ministério da Educação (MEC).
Os resultados do Enamed foram inicialmente disponibilizados às instituições de ensino no mês de dezembro, por meio do sistema e-MEC, e indicavam que 70% das instituições da Afya haviam obtido conceitos entre 3 e 5. Esses dados permaneceram públicos no sistema até esta segunda-feira.
Ao longo do dia, diante de questionamentos de instituições de ensino sobre divergências nos números divulgados, especialmente no que se refere ao total de estudantes considerados proficientes, o MEC retirou os resultados do sistema.
Em esclarecimento oficial encaminhado às instituições participantes, o Inep informou que foi identificada uma inconsistência na base de insumos do sistema e-MEC. O órgão esclareceu ainda que a conferência dos dados poderá ser realizada pelas instituições por meio dos microdados do Enamed, disponibilizados em seu portal oficial.
A Afya segue realizando a análise técnica detalhada dos dados à luz dos esclarecimentos prestados pelo Inep e reforça que trata os indicadores de qualidade com seriedade e transparência, utilizando os processos avaliativos como instrumentos de aprimoramento contínuo. A instituição mantém seu compromisso com a melhoria permanente da formação médica e com uma comunicação responsável com a comunidade acadêmica, a sociedade e o mercado.
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