
Dois empresários foram presos na manhã desta quarta-feira (25) suspeitos de comandar um esquema de estelionato envolvendo a venda fraudulenta de financiamentos de veículos. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, com apoio da FEISP e da Polícia Civil de Pernambuco, e também resultou na suspensão das atividades de quatro empresas investigadas. Foram presos J. de L.P., no Piauí, e J.R.G., em Pernambuco.
Segundo a investigação, os dois são proprietários de empresas suspeitas de aplicar golpes por meio da comercialização irregular de supostos financiamentos de veículos. Também tiveram as atividades comerciais suspensas as empresas Águia Consórcios, Magnatas Cred, Vianna Cred Consórcios e Onebankdigital Serviços Financeiros Ltda, ligadas aos empresários, por decisão da Central de Inquéritos de Teresina.
Operação prende empresários suspeitos de golpe com falsos financiamentos de veículos no Piauí e PernambucoDivulgação/ PM-PI
De acordo com o delegado Walter Cunha, o esquema funcionava com a publicação de anúncios falsos de venda de veículos nas redes sociais, especialmente no Facebook. As propagandas prometiam entrega rápida e condições facilitadas de pagamento. Após o pagamento, os veículos não eram entregues e os valores não eram devolvidos. Quando cobradas, as empresas apresentavam justificativas evasivas e, em alguns casos, alegavam que o prazo para cancelamento contratual já havia expirado.
“As vítimas eram induzidas a realizar um pagamento inicial significativo. Posteriormente, eram levadas a assinar contratos que, na realidade, tratavam-se de consórcios, modalidade que não correspondia à proposta inicialmente apresentada”, explicou o delegado.
A investigação apontou ainda que o golpe fez vítimas em diversos estados, além do Piauí, como Maranhão, Amapá, Tocantins, Goiás e Roraima. Dezenas de pessoas teriam sido lesadas, muitas delas utilizando economias destinadas à compra do primeiro veículo. Ainda segundo a PC, a empresa Onebankdigital Serviços Financeiros Ltda. não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar consórcios, conforme consulta ao órgão regulador.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso.
Fonte: Portal A10+
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