Aditamento foi feito pelo Ministério Público Estadual em junho, após novas evidências
Por Rômulo Rocha_____________
- Segundo o MP, o hoje apresentador do Cidade Alerta, da Antena 10, Arnaldo Santos, também era para ter morrido, mas Joãozinho Félix não pagou o dinheiro combinado pelas duas mortes.___________________
R$ 150 MIL POR DUAS VIDAS
O ex-prefeito de Campo Maior e pré-candidato a prefeito do município, Joãozinho Félix, é alvo de uma denúncia do Ministério Público Estadual o acusando de ser o mandante da morte de Alípio Ribeiro dos Santos, irmão do apresentador do programa televisivo Cidade Alerta, da Antena 10, Arnaldo Ribeiro dos Santos, que também só não morreu porque, segundo a denúncia, Félix não teria pago o valor todo do contrato, R$ 150 mil pelas mortes.
O aditamento à denúncia que já tramitava no Ministério Público Estadual ocorreu no início de junho deste ano e é assinada pelo promotor de Justiça Luciano Lopes Nogueira Ramos. Até o momento não houve manifestação do Juiz de Direito da 1ª Comarca de Campo Maior. Para Joãozinho Félix ser considerado réu, a denúncia terá que ser recebida pelo magistrado.
Na época do crime, em 2009, o irmão do hoje apresentador era vice-prefeito de Jatobá do Piauí, reduto eleitoral do clã Félix. Já o atual apresentador da Antena 10 era radialista na região e deferia duras críticas contra o então prefeito de Campo Maior. Insatisfeito, Félix teria, por intermédio de Rosa Silva Freitas, outro nome a aparecer no aditamento, contratado um grupo especialistas em pistolagem para por fim à vida dos dois irmãos. Simples assim.
Primeiro seria assassinado o vice-prefeito de Jatobá - e assim foi feito -, para causar dor no irmão, e depois seria assassinado o próprio radialista.
DO FATO DELITUOSO
- QUERIA A MORTE TAMBÉM DO APRESENTADOR
“O denunciado João Félix de Andrade Filho na razão de sua condição de político e prefeito no ano de 2009 passou a hostilizar Arnaldo Ribeiro dos Santos [hoje apresentador na TV Antena 10] que realizava críticas em relação ao primeiro denunciado [o prefeito Joãozinho Félix] na época que antecedeu o crime descrito na denúncia”, inicia o MP.
“Em razão de ser inimigo de Arnaldo Ribeiro dos Santos, por volta do mês de junho de 2009, o denunciado João Félix de Andrade Filho procurou a denunciada Rosa Maria Silva Freitas e solicitou que está contratasse alguém para matar a vítima Alípio Ribeiro dos Santos em razão do motivo torpe por ser irmão do jornalista Arnaldo Ribeiro dos Santos para que a morte da vítima atingisse o jornalista, bem como a morte de Arnaldo Ribeiro dos Santos”, acrescenta.
- CONTRATOU POR R$ 150 MIL, MAS NÃO PAGOU O VALOR
Segue o Ministério Público: “A denunciada Rose Maria Silva Freitas entrou em contato com o Marcos Gago que vem a ser o Marco Aurélio Pereira Araújo e contratou este pelo valor de R$ 150.000,00 para matar Alípio Ribeiro dos Santos e Arnaldo Ribeiro dos Santos”.
O denunciado Marco Aurélio Pereira Araújo (Marco Gago) procurou os acusados Francisco Teixeira Dantas e Francisco Teixeira Dantas Júnior para encomendar o assassinato da vítima e de Arnaldo Ribeiro dos Santos – sendo que o acusado Marco Aurélio Pereira Araújo (Marco Gago) era proprietário de uma parte do Hotel Colonial localizado em Teresina (PI) e vendeu a sua parte para Dede Macedo que repassou para o acusado Francisco Teixeira Dantas (...), sendo que o réu Marco Aurélio Pereira Araújo (Marcos Gago) conhecia o acusado Francisco Pereira Dantas”.
Mais: “Os denunciados Francisco Teixeira Dantas e Francisco Teixeira Dantas Júnior contrataram os acusados Raimundo Carneiro da Silva e João Batista da Silva Reis para executarem a vítima Alípio Ribeiro dos Santos e posteriormente Arnaldo Ribeiro dos Santos”.
“Os réus Raimundo Carneiro da Silva e João Batista da Silva Reis saíram de Teresina e na manhã de 22 de junho de 2009 chegaram numa motocicleta, sendo que um com capacete e o outro sem capacete, e de forma inesperada e sem chance de defesa do ofendido deram quatro tiros na vítima Alípio Ribeiro dos Santos que estava no pátio da Secretaria Municipal da Saúde, Campo Maior, com o intuito de matá-lo, sendo que os tiros causaram a morte do ofendido em razão da ação perfuro-contundente dos projeteis que atingiram a vítima”.
“Os denunciados Raimundo Carneiro da Silva e João Batista da Silva somente não mataram em outra data posterior a vítima Arnaldo Ribeiro dos Santos a mando dos acusados Francisco Teixeira Dantas e Francisco Teixeira Dantas Júnior porque o acusado João Félix de Andrade Filho não pagou o valor contratado".
QUADRILHA ESPECIALIZADA EM PISTOLAGEM
Ainda segundo o aditamento do MP, “os denunciados Francisco Teixeira Dantas (Dantas), Francisco Teixeira Dantas Júnior (Júnior ou Pajeú), Raimundo Carneiro da Silva (Mucura ou Raimundinho) e João Batista da Silva Reis (Batista) integravam uma quadrilha especializada na prática de homicídio por encomenda (pistolagem) (...)”.
Até agora tinham sido denunciados e se tornaram réus na ação do Ministério Público, Francisco Teixeira Dantas (Dantas), Francisco Teixeira Dantas Júnior (Júnior ou Pajeú), Raimundo Carneiro da Silva (Mucura ou Raimundinho) e João Batista da Silva Reis (Batista).
Blogueiro: Por Rômulo Rocha