quarta-feira, 25 de julho de 2018

Julgamento de acusado de feminicídio começa e família da vítima faz protesto no litoral do PI

 Professora Selene Veras Roque, de 28 anos, foi assassinada com 26 facadas no início de junho. Primeira audiência do julgamento de ex-companheiro, que confessou a autoria do crime, acontece nesta quarta-feira (25).
Familiares e amigos da professora fizeram caminhada pelas ruas de Luís Correia. (Foto: Kairo Amaral/ TV Clube)
Familiares e amigos da professora Selene Veras Roque, assassinada com 26 facadas no início do mês de junho, realizaram um protesto nesta quarta-feira (25), dia em que se inicia o julgamento do ex-companheiro da professora, Raimundo Neto Pereira, de 32 anos, autor confesso do crime. Segundo a Companhia Independente de Policiamento Turístico (CIPTur), policiais militares serão enviados para o Fórum para garantir a segurança.
A audiência de instrução está marcada para iniciar às 12h30min, e definirá se o réu será julgado pelo Tribunal de Júri. Raimundo Neto Pereira fugiu após o crime, mas foi preso no dia 6 de junho, dois dias depois ao se apresentar na Delegacia de Luís Correia.
Familiares e amigos da professora fizeram caminhada pelas ruas de Luís Correia. (Foto: Kairo Amaral/ TV Clube)
A manifestação percorreu as principais ruas da cidade de Luís Correia, onde a professora Selene morava. Carregaram cartazes que pediam justiça no caso de Selene e a intensificação do combate ao crime de feminicídio no Piauí.
“É um ato que busca diminuir o feminicídio, que tem se tornado muito recorrente não só no Piauí, mas em todo o Brasil. Isso não acontece só com mulheres pobres. Acontece também com mulheres ricas, de todas as classes sociais”, comentou a prima de Selene, Fernanda Roque Siqueira.
Familiares e amigos da professora fizeram caminhada pelas ruas de Luís Correia. (Foto: Kairo Amaral/ TV Clube)
O ato foi acompanhado por Madalena Nunes, da Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio. Para Madalena, o protesto é uma forma de mostrar para a sociedade a realidade de violência e opressão sofrida por diversas mulheres no Piauí e no Brasil.
“O sentimento da família é de tristeza e medo. Medo de que ele fique impune, pois todos nós sabemos que corremos riscos”, disse a prima de Selene
O caso da Selene é emblemático por que é desse jeito que eles matam: eles começam ameaçando, espancando, e vai intensificando essa opressão. Ao final eles matam as mulheres, de forma muitas vezes cruel”, disse Madalena.
 
Professora foi morta com mais de 20 facadas no litoral do Piauí (Foto: Reprodução/Facebook)
Por Andrê Nascimento e Kairo Amaral, G1 PI
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