segunda-feira, 15 de abril de 2019

Enxurradas e alagamentos: O que estamos fazendo para evitar?




Piscinão da Colônia do Carpina no Bairro Frei Higino, Parnaíba (PI)
Diversos bairros de Parnaíba, inclusive o bairro Piauí, criados em terras de propriedade da Colônia do Carpina, hoje considerada a região mais populosa de Parnaíba havia apenas um grande matagal e hoje sofre com os alagamentos em diversos pontos onde eram lagoas e foram ocupadas por residências e que carece urgentemente de um serviço de drenagem das águas pluviais.

Piscinão do Bairro Piauí, em Parnaíba (PI)
Quando da implantação desses bairros, muitos não respeitaram os pequenos lagos existentes ali, inclusive o maior deles onde hoje é o cruzamento das ruas Oeste, Carpina e Anhanguera no Bairro Piauí, que embora o local não tenha sido loteado aos poucos foi também sendo ocupado.

Colônia do Carpina em Parnaíba
Mas o pior está nas construções residenciais, onde normalmente as águas captadas pelo telhado são jogadas diretamente nas ruas dando uma total contribuição para as enxurradas. Se estas águas fossem infiltradas no terreno da própria casa haveria uma sensível redução das enxurradas. Não há uma preocupação para colocação de pisos permeáveis nas áreas externas, inclusive nas calçadas para que possam receber as águas pluviais e infiltrar no solo. O que se vê é cada dia se impermeabilizando mais ainda as áreas e quintais com escoamento da água para a rua, causando as enxurradas e indo prejudicar alguém lá na frente.

Piscinão da Colônia do Carpina
Nossa legislação também é pobre neste sentido, não há leis que obriguem aos elaboradores de plantas residenciais apresentarem no seu projeto um plano para infiltração de águas pluviais. Os responsáveis pelo fornecimento do habite-se também nunca tiveram esta preocupação e as construções irregulares com elevada contribuição de águas pluviais jogadas nas ruas não são fiscalizadas e punidas. Dai nascem as enxurradas com a consequente destruições de ruas.
Terras da Colônia do Carpina
As terras entre a hoje Avenida Pinheiro Machado até próximo a Lagoa do Portinho pertenciam a Colônia do Carpina, criada nos anos 30 para abrigar pessoas vindas de diversas partes do país para serem isoladas da comunidade por seres portadores da doença da lepra. Com o advento da cura da lepra, hoje conhecida por hanseníase a Colônia do Carpina, conhecida como leprosário, perdeu sua finalidade passando a cuidar dos acometidos de hanseníase sem a necessidade de internação e isolamento. O Preventório, para onde eram levadas as crianças filhas dos leprosos logo após o nascimento para evitar o contato com os pais também foi desativado.

Imagens: PHB DRONES/André Carvalho 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...